sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Revistas pornográficas

Imagem original: calle17
sexo poder fé e religião

No outro dia fui a um quiosque de jornais e revistas e vi várias revistas pornográficas expostas, fiquei admirado. Pensei que estas revistas eram coisas do passado. Perguntei ao Sr. Se ainda havia clientes para aquele tipo de produto e ele respondeu que sim.

Hoje as revistas de sexo, realmente têm sexo, podemos ver todo o órgão genital masculino e feminino quase em pormenor, com fotos de altíssima qualidade ao contrário das do passado que o sexo era formulado por um teatro onde só se via os corpos e o resto era a imaginação que criava o sonho do prazer.

Os franceses e alguns países estrangeiros, já tinham pornografia integral a preto e branco, mas era um material muito raro em países de expressão portuguesa.

Pensei que com a Internet, este tipo de mercado tinha acabado, mas me enganei e descobri que continua sendo um mercado discreto e lucrativo, sobretudo em países orientais.

Existem milhares ou milhões de adolescentes consumidores de revistas pornográficas por este mundo à fora.

Ainda me lembro que, mais ou menos trinta a quarenta anos atrás, muitos dos adolescentes sorrateiramente dirigiam-se a uma banca de jornais e revistas e quase a medo, compravam as ditas revistas com um ar muito comprometido, ar este que parecia a de um criminoso.

Na minha casa de banho, atrás do espelho era o meu lugar secreto, lugar este onde eu escondia as minhas playboys e as imagens das minhas divas favoritas.

Outros rapazes escondiam atrás dos armários, debaixo da cama ou colchão, era o segredo intimo de cada um, ser descoberto era sinal de fraqueza, ninguém comentava ou dizia que tinha uma dessas revistas.

Imagem original: alamedavirtua

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Cada revista era percorrida por mãos e olhos atentos que seguiam todos os percursos e formas de erotismo sem nada escapar, cada curva de mulher eram depositado sonhos de cobiça carnal, onde por momentos o jovem macho parecia se fundir com as páginas da luxúria. Naquele momento de intensa concentração e o coração acelerado num ritmo frenético crescente, na mão um órgão rijo, quente e quase a explodir, explosão esta que não pode ser parada, uma vez iniciada, podem derrubar a porta, nem que seja o Papa, nada pode para-la.. Finalmente a temperatura aumenta, o suor corre no rosto, na cabeça um rasgo de luz percorre os olhos enquanto um liquido quente e viscoso sai como que expelido por um vulcão projectando-se para a sanita , para o chão e os azulejos, agora resta lavar-se, esconder a revista e curtir a dor no saco escrotal.

Alguns rapazes apareciam na rua brancos como a cal, muitas das vezes ainda cheiravam a sémen.

Era o vicio dos jovens solitários, muitas das vezes eles não apareciam na rua, pois com a saída dos pais para o trabalho, aproveitavam a solidão para praticar a masturbação.

Quando eram descobertos pelos pais, era uma grande vergonhaça, não havia lugar onde pudessem se esconder mediante a tanta vergonha.

Após as aventuras solitárias e o aprendizado do correcto ou menos correcto, vinha muitas vezes o arrependimento e o pensamento de jogar as revistas no lixo, vida nova. Mas alguns não resistiam e acabavam por comprar novamente outra revista.

Muitos rapazes foram levados a psicólogos, pediatras, às igrejas e até a reunião de família para controlar o vício. Suas revistas eram queimadas, mas de vez em quando descobria-se um avô que também tinha as ditas revistas a preto e branco, escondidas numa garagem ou despensa.

Hoje, paramos para pensar e vemos que ao contrário do que muitos intelectuais dizem, a masturbação pode trazer grandes danos a mente masculina. Primeiro é preciso criar uma imagem da mulher que nos dará o prazer e depois sonhar acordado e manipular essas imagens na mente.

A mulher aqui é apenas um objecto de prazer e a pessoa em si não têm interesse de quem é ou o que pensa ou ainda se têm sentimentos. Quem diz uma revista diz o mirone existente em cada um, que precisa observar para ter o seu prazer.

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